O Instituto do Coração de Rondônia, localizado na Rua Rafael Vaz e Silva, em Porto Velho, foi multado por descarte irregular de resíduos hospitalares, incluindo descarte inadequado de materiais perfurocortantes, como seringas e agulhas, junto ao lixo comum. O
Rondoniaovivo obteve acesso a um relatório técnico oficial emitido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA) (auto nº 737/2025), nesta terça-feira (27).
De acordo com o documento, durante vistoria no instituto, foram encontrados resíduos típicos de atividades hospitalares acondicionados de forma incorreta, contrariando normas ambientais e sanitárias. O prédio abriga múltiplas empresas da área da saúde, todas classificadas como geradoras de resíduos de alto potencial poluidor. O relatório destaca que esse tipo de conduta pode expor trabalhadores, coletores e a população em geral a riscos evitáveis.
Segundo as informações obtidas, representantes do empreendimento informaram que o gerenciamento de resíduos é realizado de forma centralizada por uma das empresas instaladas no local, responsável pela administração da infraestrutura comum. Diante da dificuldade técnica de individualizar a origem exata das falhas entre as diferentes empresas, a fiscalização adotou como critério de responsabilização o ente que se apresentou como gestor do sistema de manejo de resíduos.
As irregularidades apontadas envolvem, principalmente, falhas na segregação dos resíduos na fonte, etapa considerada fundamental para reduzir riscos sanitários, ambientais e ocupacionais. Procurada, a Vigilância Sanitária ainda não se pronunciou sobre o caso nem informou se irá instaurar procedimento próprio para apuração de eventuais infrações sanitárias decorrentes das irregularidades identificadas.
O Rondoniaovivo procurou o Instituto do Coração para obter um outro lado. Em nota oficial disponibilizada para o jornal, o Instituto do Coração de Rondônia reiterou o compromisso com a ética e a integridade de suas operações. Além disso, esclacereu que o material descartado incorretamente não representa qualquer tipo de ameaça biológica para a população.
Confira a nota na íntegra abaixo.